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Minicursos

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MC 01. Corporalidades Dissidentes: intersecções entre gênero, sexualidade, raça, deficiência, classe e religião

Anahi Guedes de Mello (UFSC) - Coordenador/a, Jacqueline Moraes Teixeira (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento Cebrap) - Ministrante, Anahi Guedes de Mello (UFSC) - Ministrante, Pedro Lopes (USP) - Ministrante
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Este minicurso busca ampliar os leques de interlocução entre as teorias feministas e queer e os estudos sobre deficiência (Disability Studies), incorporando articulações com questões relacionadas à sexualidade, raça, classe e religião. O objetivo é refletir sobre a produção das diferenças e desigualdades em processos de inclusão e exclusão que colocam em evidência a articulação de sistemas classificatórios e experiências encarnadas segundo os registros desses marcadores sociais, os quais operam entre si conforme emergem como socialmente relevantes nos contextos vividos. As sessões têm em comum a compreensão de que as práticas sociais que produzem diferenças e desigualdades historicamente procuram inserir essas hierarquias no corpo dos sujeitos, cujas vidas e experiências, no entanto, extravasam e desafiam horizontes normativos.

MC 02. Música, audiovisual e política

Vitor Pinheiro Grunvald (Universidade de São Paulo) - Coordenador/a, Ana Lúcia Marques Camargo Ferraz (UFF) - Coordenador/a, Vitor Pinheiro Grunvald (Universidade de São Paulo) - Ministrante, Alice Martins Villela Pinto (USP) - Ministrante
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"Nos últimos anos, temos observado um aumento crescente do interesse de pesquisadoras/es tanto em relação à utilização de ferramentas audiovisuais em seus trabalhos de campo quanto no que concerne a imagens e sons agenciados pelos diversos sujeitos em suas ações sociais. Este minicurso se propõe a pensar interfaces possíveis entre os campos da antropologia visual e antropologia da música, discutindo tanto aspectos metodológicos de realização audiovisual em seu cruzamento com pesquisas musicais quanto questões levantadas pela produção audiovisual e musical de artistas contemporâneas/os. A partir da noção de musicking, cunhada por Christopher Small em livro homônimo de 1998 e que traduzimos aqui por musicar, o fazer musical ampliou-se para incluir diferentes formas de engajamento com a música. Compor, ensaiar, performar, ouvir e falar sobre música, assistir e produzir videoclipes, dançar, etc, são todos aspectos da atividade humana que ele chama de musicar. A partir desses caminhos, propomos uma atividade que acontecerá em duas sessões nas quais abordaremos: (1) diferentes formas em que o fazer audiovisual e o musicar se entrelaçam a partir da obra de algumas/uns antropólogas/os e documentaristas e (2) como música, imagem e política se imbricam em algumas experiências contemporâneas de artivismo."