Anais da 30aRBA
ISBN n° 978-85-87942-42-5

MR004. Antropologia da Criança no Brasil

O objetivo central da mesa Antropologia da Criança no Brasil é fazer um balanço da produção antropológica focada na criança como sujeito social a partir de estudos realizados por pesquisadores brasileiros. Se hoje já não há dúvidas sobre a possibilidade da constituição de uma antropologia da criança, como se demandava Charlote Hardman em 1973 (Hardman, 1973) a pergunta “Porque os antropólogos não gostam de crianças?” de Lawrence Hirschfeld (2002) ainda é atual. Gostaríamos de pensar as razões da resistência da antropologia mainstream em incorporar os debates teóricos e as etnografias produzidas a partir das crianças, discussão parecida com a que é feita por Allison James em “Giving voice to children’s voices” (2007). Se de um lado somos alertadas dos perigos da guetização dos estudos antropológicos focados nas crianças, de outro lado, refletindo as experiências bem sucedidas dos Novos Estudos da Infância, principalmente de língua inglesa, gostaríamos de propor uma Antropologia da Criança que encontre eco no nosso país, refletindo nossas particulares culturais, éticas, morais e econômicas. Uma Antropologia Brasileira da Criança (mas não necessidade da criança brasileira), que honre seus/ suas pais/mães fundadores/as, trace sua trajetória e escolha suas temáticas, a partir do diálogo com outras antropologias, nacionais e estrangeiras. A mesa é composta por professoras de 4 unidades da federação que apresentarão suas apostas teórico metodológicas na constituição desse campo.

Flávia Ferreira Pires (Universidade Federal da Paraíba)
(Coordenador)
Antonella Maria Imperatriz Tassinari (Universidade Federal de Santa Catarina)
(Participante)
Emilene Leite de Sousa (Universidade Federal do Maranhão)
(Participante)
Fernanda Bittencourt Ribeiro (Pontifícia universidade Católica do Rio Grande do Sul)
(Participante)


Mapeamento de etnografias sobre a agência infantil em distintos contextos

Autor/es: Emilene Leite de Sousa
Este ensaio visa mapear, no quadro da antropologia da criança no Brasil, os estudos que se dedicaram a etnografar a agência infantil em distintos contextos: rural, urbano, em comunidades tradicionais, etc.. Serão consideradas pesquisas que se dediquem a análise da agência de crianças que signifiquem práticas culturais junto a sua comunidade, demonstrando que as ações das crianças tendem a transformar sistemas ou práticas culturais construídas e muitas vezes impostas pelos adultos. Esta análise parte das discussões sobre a ideia de culturas infantis, autonomia do universo infantil e agência infantil.
Trabalho para mesa redonda