Anais da 30aRBA
ISBN n° 978-85-87942-42-5

MR037. Sociedade, Cultura e Ambiente: Perspectivas sobre mercado justo, a economia moral e a reciprocidade – Brasil e México.

Esta Mesa Redonda tem como finalidade articular pesquisadores de (latino e centro América) que atuam com experiências situadas nas interfaces entre sociedade, cultura e ambiente a partir das perspectivas do mercado justo, de uma economia moral e da reciprocidade. Trata-se de refletir teórica e metodologicamente e propor perspectivas que nos permitam pensar sobre e com as comunidades e populações ditas tradicionais situadas em áreas protegidas e territórios disputados por projetos de empreendimentos privados (estaleiros, parques eólicos, instalações hoteleiras, resorts etc.) ou do poder público (barragens, usinas de energia etc.), causando conflitos socioambientais. Ademais, trata-se de analisar o papel desempenhado pelos movimentos sociais e ambientais neste contexto atravessado por mediações não discursivas como o poder e o dinheiro.

Alicia Ferreira Gonçalves (UFPB - Bolsista Estágio Senior Capes- Ciesas)
(Coordenador)
Eliaz Perez Perez (Universidad Pedagógica Autónoma Nacional- Chiapas - Red de Educación Intercultural-UMEN)
(Participante)
Marcos Pazzanese Duarte Lanna (ufscar)
(Participante)
Lea Carvalho Rodrigues (Universidade Federal do Ceará)
(Participante)


Território, producción y mercado desde la percepción de los pueblos tsotsiles de Chiapas, México

Autor/es: Eliaz Perez Perez
Producto de una experiencia, conocimiento vivido y de investigación de campo se logro sistematizar acerca de las actividades económicas que sirva para el mantenimiento de vida de las familias y poblaciones indígenas de Chiapas, en este pequeño espacio se presenta de manera sucinta las actividades que realizan en los territorios, los llamados (bat’si viniketik, bat’si antsetik) hombres verdaderos y las mujeres verdaderas para sostener la existencia de vida en la faz de la tierra. Se clasifican en cinco grandes rubros que sirven del sostén de vida, tales como: Svelil sventa kuxlejatik, Na’ kulemtik , K’uil pak’al; Volomal ta ch’ivit chiu’j tukul chonolajel y Ts’ot to bek’tal takipal.
Trabalho para mesa redonda

Solidariedade, reciprocidade, cooperação e mercado: controvérsias sobre o turismo comunitário

Autor/es: Lea Carvalho Rodrigues
Propõe-se discutir os princípios das propostas de turismo comunitário, assentados nas noções de solidariedade, cooperação, respeito à vida, conservação e aproveitamento sustentável dos ecossistemas e biodiversidade. Questiona-se sobre os riscos concretos dessas iniciativas tendo em tela o caráter altamente competitivo e predatório das atividades turísticas e, ao mesmo tempo, avaliações efetuadas sobre as fragilidades das iniciativas de turismo comunitário existentes, instadas a assumir, cada vez mais, posturas que tencionam a lógica solidária com a de mercado. Por outro lado, sugere-se que a opção do turismo comunitário é sobretudo estratégica, como forma de proteção da comunidade frente aos interesses do capital turístico, o que faz repensar os modelos e recomendações em prol da adequação das atividades à lógica mercantil.
Trabalho para mesa redonda

Crítica da alienabilidade e elogio da alienação em Marcel Mauss

Autor/es: Marcos Pazzanese Duarte Lanna
Sabe-se desde Mauss que, além da alienabilidade, algum grau de inalienabilidade está presente na circulação, quando parte da pessoa do doador vai com o que passa, caracterizando assim relação metonímica. Também há implícita em Mauss crítica da alienabilidade, do incremento da circulação, semelhante à de Lévi-Strauss às historicidades quentes. Há ainda em Mauss e em Lévi-Strauss aceitação da alienação, da ilusão, como condição da comunicação. Comparo Mauss e Marx, considerando a crítica deste à alienação. Há complementaridades e continuidades lógicas e históricas entre ambos e entre mercadoria e dom, que estão em relação de transformação, mas também de hierarquia, na medida que o dom englobe o mercado. Marx revela o aspecto ideológico da igualdade da troca capitalista como falsa consciência, forma da ilusão, Mauss ela implicar formas não capitalistas de redistribuição, como a previdência.
Trabalho para mesa redonda