Anais da 30aRBA
ISBN n° 978-85-87942-42-5

Abaixo seguem as performances selecionadas por meio do Edital de Ocupação Artística, cuja proposta foi tecer caminhos entre Arte e Antropologia. Apesar das indicações, algumas performances não ocorrerão nas salas, mas nas imediações destas, com duração aproximada de 15 minutos. As performances buscaram dialogar com as temáticas abordadas nas atividades do evento, sejam Grupos de Trabalho, Mesas Redondas ou espaços de sociabilidade.

Dia 03 (quarta-feira) às 15h - Cafuné (Curadoria) – Praça da Alegria/ UFPB
Em diálogo com: Credenciamento

Cafuné é o ato de acarinhamento realizado entre pessoas em algumas regiões do Brasil. É uma palavra brasileira que tem sua origem etimológica na língua do quimbundo na Angola. Apresenta a especificidade do ato de “catar a cabeça de alguém”. Geralmente ocorre como uma possibilidade de pausa no cotidiano, de cuidado entre as pessoas queridas em frente às suas residências (na frente da porta) ou dentro de casa. A performance consiste em oferecer cafuné em locais públicos. Trata-se de um deslocamento do contexto desse costume social para o contexto público e de passagem, uma espécie de teste na oferta de um ato íntimo num local de fluxo de pessoas.

Concepção: Líria Morays
Performers: Líria Morays, Candice Didonet e Carolina Laranjeiras

04 (Quinta-feira)

9:30 GT`s

Ato ou efeito de embranquecer, mídia manipulando nossos corpos (I416CA – GT56)
Em diálogo com: GT56 - Racismo no plural nas Américas: situando povos indígenas e afro-indígenas

Trazer uma consciência do corpo, cor de pele e cabelo. Como o corpo negro é facilmente manipulado pelas mídias e padrões embranquecidos.

Muitas vezes não se encaixa nesse quadrado embranquecido. Muitas vezes é esquecido. Muitas vezes é.

Performers: Phil Meneses, Miguel Inseta, Ucla Botelho, Ikaro Max

13:00

O Diaspórico Regional Transviado (H101CA-GT44)
Em diálogo com: GT44 - Música e Dança nos processos de mobilização coletiva e afirmação da identidade

Performando a própria japonesidade/brasilidade transviada, dando voz a um texto ancestral do antigo Reino de Ryukyu ou cantando um de seus côcos paulistanos, o cantor, performer e cientista social Victor K apresenta ações poéticas, cantos ancestrais e composições autorais que atravessam e são atravessadas pelas questões das identidades/diferenças.

O DIASPÓRICO REGIONAL TRANSVIADO é uma performance do cantor, performer e cientista social Victor K. Fruto de uma pesquisa artístico-auto-etnográfica de mais de 12 anos entre a música, o teatro e as ciências sociais, trata-se do desenvolvimento de sua performance anterior I AM EXODUS, um fragmento da performance NOMES, apresentado como parte integrante de sua tese de doutorado em Ciências Sociais “Cantos da Memória Diaspórica” (Unicamp, 2015). A performance vincula-se ainda à comunicação “Cantos Diaspóricos: artes performativas e políticas da memória” a ser apresentada pelo pesquisador no GT44. Música e Dança nos Processo de Mobilização Coletiva e Afirmação de Identidades.

Performers: Victor K, Eduardo Colombo e Tiago Viudes Barboza

14:00 MR e SE

Das Dores Peregrina (Curadoria) (F106CA – MR38)
Em diálogo com: Mesa Redonda 38 - Sofrimento, Política e Emoções

“Das Dores Peregrina” é uma personagem inspirada em brincadeiras ditas “populares”, nos conflitos fundiários do Brasil, em retirantes e romeiros devotos.  Esta “figura” (assim como são chamadas as personagens do Cavalo-Marinho) é a expressão de experiências com mulheres de comunidades indígenas e quilombolas do sertão de Pernambuco, das quais realizam práticas religiosas que são influenciadas pelo universo católico afroindígena. Tais “brincadeiras populares” e rituais mostram o poder em transcender certas dificuldades da vida, ao mesmo tempo são expressões de experiências de identidades e histórias de resistência, oferecendo lugar de reparação à certos conflitos sociais.

Concepção: Larissa Isidoro Serradela.
Performers: Larissa Isidoro Serradela, Ivanilton Silva (Nito), Nivaldo Aureliano Léo Neto (Caju)

Mirada – Estudo n1 (Aud. 412 CCHLA – MR 14)
Em diálogo com: Mesa Redonda 14 - Estado, Políticas desenvolvimentistas e seus impactos sobre territórios e modos tradicionais de vida

Entre dois pontos, uma linha. Tensa, móvel, variável. Ao longo de cada linha, uma relação. E a cada gesto, cada passo, cada movimento, a emergência de novos sentidos e qualidades. Teia, rede, trama. Força que liga e separa. Há um jogo de posições, por meio das forças de oposição em jogo. "Um corpo é, primeiramente, encontro com outros corpos" (Peter Pál Pelbart). Mas se toda relação é uma relação de força, que tipo de tensão essas forças permitem sustentar, de modo a permanecer em movimento? Mirada é um dos desdobramentos da pesquisa de doutorado da antropóloga, professora e dançarina Maria Acselrad (PPGSA/UFRJ), sobre a relação entre dança e guerra.

Performance: Maria Acselrad
Estrutura elástica: Anna Paula Secco

17:00

Rabeca, percussão e dança (CCTA)
Em diálogo com: Abertura das fotografias do Prêmio Pierre Verger

Uma incursão por gêneros e ritmos nordestinos executados por rabeca e pandeiro, ao estilo de antigos músicos de feira que alegravam esses ambientes com sua musicalidade. Estímulo para a dança e a expressão corporal. Será realizada uma apresentação musical com rabeca e percussão com música instrumental. Apresentando incursões por gêneros nordestinos (xaxado, xote, baião e embolada) como estímulo para a descontração e expressão corporal por meio do gestual e da dança.

Rabeca: João Nicodemos.
Pandeiro: Ninno Amorim.

18:00

Experimento para desocupação (Curadoria)(CCTA)
Em diálogo com: Abertura das fotografias do Prêmio Pierre Verger

Desocupação trata dos nossos excessos, dos transbordamentos que nos atravessam no cotidiano. Seja pelo acúmulo de tarefas, pelo consumo de bens e serviços ou pelos afetos, a ideia é evidenciar o que nos sobra. Trata-se de uma instalação de natureza itinerante que pode fazer uso de alguns materiais (mala, livros, papeis, relógios...)

Concepção e performance: Bárbara Santos

18:30 22:00

Sakura (Hall da Reitoria)
Em diálogo com: Lançamento de livros

“Sakura”, em japonês flor de cerejeira, tem como tema a renovação da vida. A apresentação é composta por duas partes: a despedida do inverno e o desabrochar da primavera. O tema deste trabalho artístico é o movimento cíclico da vida, o mito da ressurreição presente em diferentes culturas.

É uma proposta de improvisação em dança e música que busca proporcionar um encontro entre culturas. Os intérpretes dançarinos e músicos, generosamente compartilham com o público suas vivências artísticas, onde a arte popular contemporânea ocidental e a cultura tradicional oriental, marcada pela presença de instrumentos como o koto e flautas chinesa e japonesa, dialogam em uma linguagem universal.

Performers:
Alice Lumi (dança e koto)
Fernando Pintassilgo (flauta chinesa e flauta japonesa)
Mayara Satomi (koto)
Naná Vianna (dança)
Aretha Paiva (dança)
Produção e Iluminação: Itamira Barbosa
Direção Geral: Valeska Picado

05 (sexta-feira)

9:30 GT`s

Lebara (F107CA – GT38)
Em diálogo com: GT 38 - Interfaces contemporâneas dos estudos de rituais e performances

Lebara é um experimento performativo em construção que tem como mote o enfrentamento à demonização do culto às pombagiras. Entendemos esse estigma como efeito da colonização branca sob a face de sincretismo religioso.

A partir dos conceitos de ebó arte e rito performance, celebramos um
ritual de alimentação de pombagira dedicado à proteção de bichas, lésbicas, bissexuais, travestis, mulheres cis e trans que dia após dia são violentadas nas ruas de nossas cidades.

Performers: Phill Menezes, Sérgio Ferro, Laís Lacerda, Matheus Sol Sol e Emanuel Cururu.
Registro audiovisual: Thiago Lima e Karina do Espírito Santo
Produção: Yasmin Klein

Histórias que eu Ainda não Contei (H101CA – GT44)
Em diálogo com: GT44 – Música e Dança nos processos de mobilização coletiva e afirmação da identidade

O experimento coreográfico “As Histórias que eu Ainda não Contei” diz respeito ao período no qual eu habitei no povoado quilombola Mussuca  (entre janeiro e abril de 2015).

A cena trata de questões relacionadas ao corpo, ao movimento e às questões das homossexualidades. O trabalho é uma possibilidade de se pensar a etnografia da dança para além do texto. A etnografia da dança, aqui, é possibilidade de produzir dança.

Na verdade, a questão da etnografia como ficção foi tema trabalhado por muitos autores no contexto antropológico. Meu objetivo é, portanto, não apenas reconhecer a potência dramática da etnografia como ficção, mas encená-la. Faço dança com etnografias. Aquilo que chamo de antropologia-dança.

Ligado àquilo que se move: Victor D’Olive
Vinculado àquilo que se escuta: Renan Hubner
Relacionado àquilo que se veste: Theo

14:00 MR e SE

Toca-experimento errante no3 e conversa (B107CA – MR17)
Em diálogo com: Mesa Redonda 17 - Festa e festivalização no urbano contemporâneo: cultura popular, patrimônio imaterial e performance

A toca é um brinquedo em processo de formação. Um artefato cultural que deseja perder o seu pertencimento a uma autoria. Deseja se perder na multidão. Neste formato, é uma instalação errante que investiga possibilidades de encontro em meio ao fluxo do cotidiano e a sustentação de um estado receptivo ao que se apresenta como emergência.

“Toca – experimento errante n.3” e conversa é uma instalação nômade que integra o processo de pesquisa denominado “Errância Passista”. Trata-se de uma intervenção sutil em espaços do cotidiano, um deslocamento de uma brincadeira de carnaval imaginada para dentro do cotidiano.

A performer monta uma toca infantil em um ambiente de passagem de pessoas, escuta músicas e movimenta sutilmente a toca dentro da mesma, carregando-a sem sair dela para outro espaço e repete a ação.

Performance e criação: Valéria Vicente
Orientação: Daniela Maria Amoroso

18:00

Andestinos (Hall da Reitoria – Fórum 1)
Em diálogo com: Fórum 1 - Entre o Legislativo e o Judiciário: a política brasileira em debate

Performance de música e dança que mescla a linguagem urbana/moderna com instrumentos e ritmos das culturas tradicionais do Nordeste e dos Andes, nas peças autorais de compositores locais, como Paulo Ró, Pedro Osmar e Alice Lumi. O programa contém: “Canto Cereal”, onde Paulo musicou em ritmo de cueca o poema de Águia Mendes, em homenagem a Victor Jara, compositor morto no golpe do Chile, em 1983; “Huayno para la luna”, outra dança da cultura andina, onde Paulo Ró quebra o ritmo usual nesse instrumental para Kena, siku, violão e charango; “Andestino”, para marimbau, vocal, charango e piano, onde Alice Lumi tenta aproximar as territorialidades em foco; “Ciranda”, para flauta, violão, piano e percussão, de Paulo Ró; e “Piratas de Jaguaribe”, um frevo instrumental de Pedro Osmar, homenageando um bloco de carnaval do seu bairro.

Alice Lumi (Direção musical);
Valeska Picado (Direção cênica);
Juliana Linhares, Fábio Xavier  (vozes);
Nando Pintassilgo (kena, siku e flauta);
João Nicodemos, Mayara Yuri (rabecas);
Alice Lumi (charango e piano);
Uirá Garcia (violão);
Paulo Ró (percussão);
Valeska Picado e Nana Viana (dança).

18:30 22:00

Crochê de Rua: experiências, intervenções e a urbanidade

A intervenção tem como objetivo proporcionar uma experiência ética e estética através da linha e da trama do crochê. Trata­se de uma aplicação de peças de crochê em equipamentos urbanos que envolve o entrelace entre o patrimônio imaterial, ou seja, os saberes envolvidos na tecelagem, e o patrimônio material, que são as estruturas, monumentos e equipamentos presentes no cenário urbano. O público será convidado a refletir e a participar da instalação da intervenção, pois sentimos que estamos cada vez mais nos acostumando a viver na cidade como meros expectadores e acreditamos que a aplicação de cores a partir das tramas do crochê possibilita que as pessoas vivenciem novas experiências cotidianas.

As ações desenvolvidas pelo grupo Crochê de Rua, atuante na cidade de João Pessoa/PB, tem como mote a experiência coletiva de intervenção urbana, com o objetivo de evocar sentimentos de pertencimento, afetividade e alegria nas pessoas e nos próprios participantes. O grupo é movido pela vontade de ocupar espaços públicos e de se fazer sentir parte ativa da cidade, espalhando peças de crochês por ruas, muros, praças e lugares que tem certas restrições a outros tipos de expressão artística. Refletimos sobre as formas de romper paradigmas e de ter coragem, sendo mulheres, de intervir e expressar o que queremos e pensamos para contribuir com um mundo melhor e mais sociável.

Performers: Akene Shionara Cardoso da Silva, Bruna Tardetti Ortolan,
 Marina da Silva Teixeira e Silvia Maria

O agora e o depois: o graffiti enquanto presente contínuo (CCTA)

Realizar uma intervenção artística - mais especificamente um graffiti -, em um suporte chamado cellograff em 15 minutos. Essa intervenção tem como objetivo trazer a ideia da efemeridade inerente ao graffiti, porém de forma mais enfática, pois o suporte cellograff por si só já demonstra um estado de existir mais vulnerável do que os muros da cidade. Diante disso a interferência na arte feita alí pode ser mais frequente e veloz ao se comparar com os suportes habituais.

A performance vai explorar o efêmero no graffiti. Farei o personagem que já faço habitualmente nas ruas, um gato, acompanhado do bomb da crew a qual pertenço chamado Freedas. Após o término da arte, haverá uma rápida interação com o público, convidados a "passar por cima" do meu trabalho, a sujarem com spray a arte pronta, simulando aquilo que o graffiti sofre na rua, sujeito a interagir com diversas outras formas de intervenção urbana como a pixação e o lambe-lambe. O desfecho será o desaparecimento da obra pela autora.

Performer: Thay Petit
Coletivo representado: Freedas Crew

06 (sábado)

9:30 GT`s

Entre o Céu e a Terra (B102CA – GT22)
Em diálogo com: GT22 - Cultura popular, Patrimônio e Performance

Entre o Céu e a Terra habita Alma: ser encantado que surge da união entre as figuras arquetípicas da Mulher Selvagem e do Bode Expiatório.

Esta performance pretende problematizar aspectos sociais e religiosos relacionados ao processo de colonização do Brasil numa poética contemporânea que evoca a memória da nossa herança cultural e dialoga com o contexto sócio-político atual no qual estamos inseridos.

Elementos presentes no folguedo do Cavalo Marinho compõem a base simbólica da performance Entre o Céu e a Terra e também fazem parte dos princípios norteadores da corporeidade do ser encantado Alma.

Concepção e performer: Luciana Portela

DefumAção SARA-VÁ pra Frente, Brasil! (E109CA – GT58)
Em diálogo com: GT58 - Religiões e percursos de saúde no Brasil hoje: as “curas espirituais”

Diante do excesso da energia Yang (“masculina”) que se apresenta no micro e macro poderes da sociedade brasileira, propomos uma performance holística através de incensos, cânticos e rituais inspirados nos rituais do Sagrado Feminino para invocarmos a energia Yin (“feminina”), com a intenção de equilibrar essas forças que estão presentes na natureza externa/interna das pessoas, com a intenção em promover a saúde e a paz da nossa Democracia.

Performers: Mariana Uchôa, Mika Costa e Juan Isaza
Registro audiovisual: Milena Medeiros.

14:00 MR e SE

Corpos em fragmentos (F111CA – MR24)
Em diálogo com: Mesa Redonda 24 - Natureza, Cultura e Técnica: perspectiva de gênero e a virada ontológica

“Corpos em fragmentos” é uma performance onde o corpo dialoga com o plástico bolha, investigando a materialidade de ambos na tentativa de subverter as relações hierárquicas entre sujeito e objeto, colocando em questão uma relação onde não haja submissão de um para com o outro. O ponto de partida do trabalho foram as falas de Stela do Patrocínio, transcritas em forma de poesia por Viviane Mosé no livro: Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Stela do Patrocínio viveu boa parte de sua vida em dois centros psiquiátricos e teve em suas falas o reconhecimento de uma poética ao refletir sobre a vida, sua história, sua visão do mundo, reflexões com relação ao sujeito, ao corpo. Em seus textos o corpo se sobressai, um corpo fragmentado, sem forma, sem ordem. Há uma dinâmica em sua fala que permite encontrar um corpo que se faz e refaz. Nesse sentido, essa performance procura por esse corpo em formação, em relação, um corpo coisa que tenta não se apresentar apenas como um sujeito, mas ao utilizar a imagem da coisa permite experimentar um corpo que se reinventa, que se forma e se deforma.

Concepção e performance: Mariana Batista
Trilha sonora: Fernando Deddos

17:00

Performance de um maracatu de Nação de Origem Afro e Ameríndia - Pé de Elefante (B105CA- MR34)
Em diálogo com: Mesa Redonda 34 - Religiões e espaço público

De 2005 a 2008 amigos do bairro de Mangabeira na Zona Sul da Cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba, trabalharam na construção de instrumentos para criar um grupo percussivo com a intenção de torná-lo um Maracatu Nação. Seus sonhos se realizaram em novembro de 2011, quando foram batizados pelo Maracatu Nação Estrela Brilhante de Recife, Pernambuco. Tornando-se assim o primeiro Maracatu de Nação do Estado da Paraíba.

Ser um Maracatu de Nação no Estado da Paraíba significa incluir traços afros-ameríndios, já que a Paraíba sofre forte influência religiosa da África, através do Candomblé, e Indígena, através do Culto da Jurema Sagrada.  

Nome: Maracatu de Nação Pé de Elefante

CÔRTE
Rei: Eriberto Carvalho
Rainha: Gina Rose
Princesa: Clara Araújo
Princesa da Corte: Layla Cecila
Princesa da Nação: Maria Júlia
Principe: João Henrique
Imperador: Niaranjan do Ó
Imperatriz: Isabel Cristina
Duque: Samuel Augusto
Duquesa: Josilene  Felinto
Damas de Passo: Ana Carolina e Luciana
Catirinas: Michelle Nascimento, Amanda Araújo, Gleicyane Santana.
Lanceiro: José Wagner
Caboclo: Kaio Miotti
Vassalo: Rodrigo da Silva
Porta Estandarte: Bruno Gonçalvez, Denilson José.

BATERIA
Mestre: Fernando
Contra Mestre: André
Agbê: Andressa da Silva, Daiana Rodrigues, Erika Dayanne,
Erika Dayanne, Karine Andréia, Karla Jeniffer, Neydjane Barbosa.
Caixa: André Felipe, Herckman Emanoel, João Paulo, Lucas Gabriel,
Mário Inácio, Vanildo Fernando.
Gonguê: Yuriallis Fernandes.
Tambor Mestre: Edilúcio, Rômulo de Oliveira.
Tambores de Marcação: Danielle Cristine, Kátia Cristina, Lume Fajardo,
Maria Robenilda, Neuri Luiz, Thaís Munholi, Vanildo Barros.
Tambor de Repique: Emannuel da Silva, Jessika  Cristina, Luanna Bettina,
Paulo Ricardo.
Tambor de Virada: Ana Carolina, Ana Marcya, Leandro Roque,
Leonardo Tomas, Rosenilha Fajardo, Thiago Ramos.

Noteamento (Aud.Reitoria – Conferência 2)
Em diálogo com: Conferência 2 - O preço da palavra. Capitalismo eletrônico-informático, economia da isca e googleismo

EXIJA NOTA FISCAL. EXIJA NOTA FISCAL. EXIJA NOTA FISCAL. Quanto custa? Quanto custa cada centímetro desse papel? Quanto custa fazer esse papel existir aqui dentro dessa máquina que o cospe para a inutilidade incansavelmente em todo o mundo o tempo todo? O TODO. O MUNDO. O MUNDO TODO. Você deve EXIGIR todas as notas – notar sempre. Noteamento do que fazemos, sem falha ou corte de cobertura.

Não precisamos de câmeras: os sensores já existem. Nós exigimos.

EXIJA CÂMERA FISCAL. EXIJA DIÁRIO FISCAL. EXIJA.  Exija sorrindo: você pode estar sendo filmado.

Concepção e performer: Fernando Hermógenes

18:00

Canto de Entrelugares (Hall da Reitoria-Assembleia da ABA)

Série Entrelugares do espetáculo “Canto de algum lugar” (2015), onde as territorialidades se fazem presentes, entrelaçando um repertório com canções da tradição oral e urbanas do Japão e Nordeste brasileiro. O roteiro atravessa um percurso construído a partir da ideia da canção “Canto do povo de um lugar”, de Caetano Veloso, que tematiza o fluxo temporal: a passagem do dia, o correr das estações, a transitoriedade e a mutação. Assim o potpourri Leque dos pássaros, inclui a canção minimalista “Pavão”, de Paulo Ró (PB) e Ronald Clever (MG), cantigas de ninar “Nanatsu no ko [Os sete filhotes]”, de Noguchi e Motoori, e “Sansa kroma/Cangoma”, da África do Sul e dos quilombos. Segue-se o potpourri Estações, com as cantigas infantis  “Akatonbo [libélula rubra]” e “A mão direita”. Finalizando  “Balão”, de Kana Aoki (Japão) e “Teishoku”, de Chico César (PB).

Performers:
Alice Satomi (Coordenação, regência e piano)
Fábio Xavier e Cristiane Alves (Preparação vocal)
Valeska Picado (Direção cênica)
Fernando Pintassilgo (Flautas)
Mayara Yuri (Rabeca e violino)
João Pedro (Piano)

(21:30 - FESTA na Piollin)

La Negra

A performance foi criada a partir da poesia La Negra feita por Michel Costa em homenagem a cantora argentina Mercedes Sosa no ano de sua morte, em 2009.

Mercedes Sosa foi apelidada de La Negra pelos fãs devido à sua ascendência ameríndia. A encenação propõe um olhar poético sobre a mais conhecida voz dos "sem voz" e por isso a homenagem se dá com recortes de algumas músicas marcantes fazendo parte da narrativa cênica, assim como traz à tona a manifestação do sagrado através de elementos arquetípicos.

Bertrand Araújo (Direção)
Michel Costa (Texto/sonorização)
Eliza Garcia (Percussionista)
Maria Juliana (Atriz/cantora)
Cecília Retamoza (Atriz)
Ary Régis (Maquiagem)

Mulher, não há o que Temer

Performance drag contra as violências cotidianas que mulheres sofrem diariamente, atravessadas pela dor e pelo machismo que esmaga e mata.  A drag Cílios de Nazaré, mistura seu corpo drag à sua vivência como mulher performer para falar sobre a fronteira do corpo e as dores de quem carrega o sobrenome “mulher”. Chega, não temos nada para Temer! Basta de corpos violados por um CIStema patriarcal excludente que naturaliza a violência e apaga mulheres.

Falar sobre as violências cotidianas das pequenas às gigantescas que nós mulheres sofremos. Não só nosso corpo é violado por um CIStema patriarcal excludente, como nossas mentes são moldadas para que naturalizemos ou nos acostumemos a não reivindicar nosso espaço e voz. Para além de uma violência contra mulheres, esse é um ataque cotidiano ao feminino, mas o que é esse feminino?

Misturo meu corpo dito de “mulher” gorda com meu corpo drag, que ousa atravessar fronteiras identitárias e claro, também é punido por isso. Para debater esses assuntos do campo do gênero, do corpo e dos afetos, usarei a performance drag como instrumento. Cílios de Nazaré dublará um mashup de mulheres fortes e intensas como Ana Sucha, Elza Soares e Ava Rocha.

Performer Cílios de Nazaré: Monique Malcher, feminista, drag queen, escritora, mestranda em Antropologia pelo PPGA da UFPA (linha de pesquisa Gênero e Sexualidade).